Crítica: “La Casa de Papel – Parte 4” – Sem spoilers

Crítica: “La Casa de Papel – Parte 4” – Sem spoilers

Assistimos a tão esperada quarta temporada da série “La Casa de Papel”, e trazemos aqui nosso veredito.

Em sua nova temporada a série dá continuidade aos acontecimentos deixados na terceira parte sem solução e, pasmem, termina da mesma forma.
Com um ritmo mais lento do que as outras temporadas, pelo menos nos primeiros episódios, a trama fica rodando sem sair do lugar, até que, no sexto episódio um acontecimento bombástico e surpreendente, coloca fogo de novo na história. Aliás, um dos pontos altos dessa temporada está no personagem Gandia (José Manuel Poga), o chefe de segurança do governador do Banco da Espanha, que traz ação e desperta novamente o espectador para o suspense.
Outro ponto forte, e que deve ser também extremamente explorado na próxima temporada são os flashbacks com personagens que morreram anteriormente, como Berlim, Moscou e Oslo.

E enquanto alguns personagens, como a Tóquio (Úrsula Corberó) e o Rio (Miguel Herrán), tem atuações discretas, outros crescem nessa temporada, como Estocolmo (Esther Acebo) e, principalmente, Palermo (Rodrigo de la Serna), com uma atuação a se destacar.

O grande problema de La Casa de Papel está justamente em sua maior qualidade, o enredo; com uma premissa extremamente interessante, a série não consegue mais sair disso, dando continuidade de forma redundante, e muitas vezes, cansativa, a trama; devido ao seu roteiro com gargalos e sem amarração. E a pergunta que fica é: Qual o caminho para a próxima temporada?

Uma série que teve um sucesso inesperado, mas que pode dar um tiro no pé, se repetir a mesma ideia até o final.