Dunkirk | Nos Cinemas

Dunkirk chega aos cinemas na época em que a imprensa e o público tentam discernir o status particular do diretor Christopher Nolan dentro da indústria.

Por um lado, ele trabalha pelas regras do mercado, elaborando grandes produções de super-herói, contratando estrelas para os papéis principais e produzindo ficções científicas de outros diretores. Por outro lado, se recusa a filmar com tecnologia digital, evita o 3D, aposta no formato antigo do 70mm e se posiciona contra exibições em telas pequenas, incluindo o lançamento de filmes diretamente em plataformas de streaming.

Nolan é visto ao mesmo como um visionário e um conservador, um autor popular e culto.

Seu novo longa é baseado na história da Operação Dínamo, que conseguiu resgatar mais de 330 mil homens da cidade que dá nome ao filme, durante a Segunda Guerra Mundial.

A operação envolvia a retirada da Força Expedicionária Britânica e de outras tropas aliadas do porto de Dunkirk, cercado pelas forças nazistas, que naquele começo de guerra já invadia os Países Baixos e o Norte da França. Enquanto a liderança do exército inglês calculava que apenas 25% da FEB conseguiria sair do cerco, a operação conseguiu tirar a salvo de Dunkirk mais de 330 mil homens das forças da França, do Reino Unido, da Bélgica e da Holanda.

A Operação Dínamo e a Batalha de Dunkirk ocorreram entre maio e junho de 1940.

Dunkirk‘ mostra que cinema ainda pode expandir nossa percepção. Um filme de guerra que quase não há sangue, tampouco vísceras expostas, braços e pernas despedaçados ou o clássico último suspiro do soldado nos braços de um colega.

O diretor depurou esses ingredientes tradicionais do gênero para a meta de ter o mundo a seus pés.

O longa tem uma ambição cinematográfica bem estimulante em um momento em que muitos só enxergam o futuro em uma tela de Tv.

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